Vamos recorrer a fábula do pulo do gato para revisitar conceitos de comportamento profissional no ambiente corporativo:

Havia uma raposa que vivia perseguindo o gato sem nenhum sucesso.

O gato conseguia se esquivar dos ataques da raposa com seus pulos calculados sem deixar margem de alcance.

A raposa se esforçava cada vez mais e nunca alcançava a velocidade do gato.

A raposa muito esperta convenceu o gato que havia desistido de capturá-lo e como prova de amizade gostaria de aprender todos os saltos que o gato conhecia, como pagamento oferecia ao gato um suculento rato por cada aula recebida.

O gato passou a ensinar todos os saltos para a raposa que se esforçou o máximo, treinou após as aulas, decorou cada movimento, se tornou uma saltadora jamais sonhada.

Até que revelou sua verdadeira intensão, ao aproximar-se do gato pelas costas, desferiu um ataque de surpresa tendo em mente todos os saltos que o gato poderia tentar para escapar.

De fato o gato projetou um salto inédito que o salvou mais uma vez ileso, ao que a raposa se queixou de que o gato não havia sido honesto pois não tinha ensinado aquele salto.

O gato explicou que aquele era o pulo do gato, um pulo que era instintivo aos felinos e que por isso mesmo não poderia ser ensinado, era inato.

Mas agora que a raposa conheceu este pulo fez nova tentativa mas o gato improvisou combinando vários dos outros saltos em movimentos sincronizados deixando sem chance o alcance da raposa.

A raposa desolada olhava para o gato enquanto ele explicava que aquele era o verdadeiro pulo do gato, não importa o quanto a raposa treinasse, os movimentos e a velocidade de raciocínio do gato sempre estariam um passo a frente das intensões perversas de seus algozes.

Esta releitura é uma forma de esclarecer que no ambiente corporativo muitas vezes deparamos com profissionais que são muito competentes em suas funções, ou grandes líderes, ou ambos, e que lidam com isso com suas capacidades inatas, aparentemente ninguém os ensinou, eles apenas usam o seu pulo do gato e isso é suficiente na maioria das vezes.

Mas existem aqueles que aproveitam sua parcela menos capacitada e a preenchem com observação, conhecimento, tentativas e erros, técnicas diversas, capacitação na área de atuação, enfim, dedicam-se a alcançar o verdadeiro pulo do gato, que não é instintivo mas pelo contrário, é baseado em tantos outros conhecimentos e observações que podem ser combinados de acordo com as necessidades e trazer soluções inovadoras e eficazes.

As raposas corporativas podem continuar gastando suas energias tentando imitar, com muito treino até, os movimentos destes outros, mas estará sempre um passo atrás, ainda que não percebam.

Existem líderes inatos, líderes carismáticos, etc. mas existem também os líderes que aprenderam a duras penas, mas que alcançam também os mesmos patamares de liderança e que fazem também a diferença no ambiente corporativo e inclusive para o próprio empreendimento.

CONTÁBIL CARDOSO ASSESSORIA.

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